Um Rio

Um Rio

olhar para o outro

 

Um Rio from olharparatudo on Vimeo.

“Rio não morre. Rio pode ser escondido, rio pode ser coberto, rio pode ser soterrado, rio pode virar esgoto, mas rio não acaba, você não pode acabar com um rio.Em São Paulo centenas de córregos formam uma fantástica hidrografia de 1500 quilômetros de extensão, que foram canalizados, soterrados e exilados da percepção do paulistano. A opção pelo desenvolvimento da cidade, movida fortemente pela indústria do automóvel e pela ganância das construtoras, cobriu no último século 90% de nossos rios e córregos. Ao contrário do que muitos pensam, esses córregos estão vivos, pois não é possível matar um rio. Eles foram aprisionados em galerias, soterrados por ruas e avenidas e a maioria sofre com os esgotos. Foram enterrados vivos. Queremos contribuir sensibilizando a população da cidade para impedir que novos córregos sejam enterrados e recuperar tantos córregos quanto formos capazes de libertar.Toda expressão de arte pode e deve ser uma poderosa aliada para nos lembrar que os córregos ocultos estão vivos e passam sob nossos pés ao longo de toda a cidade. Idealizamos uma cidade que não esconda seus córregos como quem esconde algo sujo. A arte pode ajudar a libertar centenas de córregos, dando vida e expressão à presença das águas na cidade. Como o paulistano se comportaria sabendo que o Saracura, que o córrego das Éguas, o Uberabinha, o Água Preta, o Sapateiro e muitos outros córregos nunca deixaram de existir e talvez sejam, junto à colinas, vales e árvores, os verdadeiros donos de nossa cidade?”

Trechos da entrevista de José Bueno e Luiz Campos, fundadores da Rios e Ruas.

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Rio Pinheiros- traçado original

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Para saber mais:

Rios e Ruas